ALUGUEL: AUMENTA A PROCURA POR SEGURO-FIANÇA EM SP

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Dificuldade para encontrar um fiador é o principal motivo para os inquilinos recorrem a essa modalidade. Só nos primeiros quatro meses do ano, a demanda cresceu 25% no Estado e em abril respondeu por 20,5% dos contratos.

Encontrar alguém disposto a se tornar fiador em contrato de aluguel não é tarefa fácil.

Justamente essa dificuldade tem ajudado a impulsionar o mercado de outro tipo de garantia: o seguro finança. Só nos primeiros quatro meses do ano a modalidade movimentou R$ 57,5 milhões em contratações, um crescimento de 25% em comparação aos R$ 45,8 milhões registrado no mesmo período de 2011 no Estado de São Paulo.

Em abril, a garantia foi usada em 20,5% dos contratos de locação. Há quatro anos, a participação era de 17%. Para se chegar nas vantagens do seguro – fiança, o diretor do Sindicato da Habitação (Secovi – SP), Jaques Bushatsky, explica primeiro os outros dois tipos comuns de garantia. A caução é um depósito no valor de três aluguéis na poupança. Caso ocorra algum problema, o dono do imóvel tem direito ao dinheiro.

“O problema é que em caso de inadimplência, uma ação de despejo demora cerca de sete meses, um tempo maior do que três meses garantidos pelo depósito. Por isso, não é tão usado”, destaca o diretor da Secovi – SP.

Já o fiador continua no topo da preferência entre locador e locatário. O problema é conseguir um. Existe uma dificuldade para encontrar uma pessoa disposta a garantir o pagamento e quando o candidato a inquilino acha alguém, seu cadastro econômico deve ser bom. Ou seja ele precisa ter um imóvel em seu nome, já quitado e sem pendências na mesma cidade, não deve ter o nome sujo, e renda três vezes superior ao valor do aluguel.

A figura do fiador está presente em 48% dos contratos. “A tendência é de queda à medida que fica mais difícil encontrar um fiador”, lembra Bushatsky.

Diante desse cenário, o seguro – fiança aparece como solução, porém tem seu custo. Em média, segundo o Secovi – SP, o preço cobrado é de 80% do valor de um aluguel por ano. A estimativa é apenas para garantia do aluguel. Se o inquilino quiser incluir coberturas adicionais, como condomínio, IPTU, água e luz, o preço pode chegar a uma vez e meia o valor do aluguel.

Mas segundo o gerente de Produto Porto Aluguel – Seguro de Finança Locatícia, Luiz Carlos Henrique, a vantagem está no recebimento em caso de inadimplência. Após ser comunicada sobre o não pagamento, a seguradora é acionada e garante o aluguel até a desocupação do imóvel mesmo com a ação de despejo ainda em andamento.

Na Porto Seguro, que responde por 95% do mercado, a prática em São Paulo é parcelar o valor do seguro em quatro vezes. No Grupo BB e Mapfre, é possível parcelar em até nove vezes.

Em caso de falta de pagamento, o seguro cobre o aluguel até a desocupação do imóvel.

Apesar de haver a possibilidade do parcelamento, a diretora da Lello Imóveis Roseli Hernandes afirma que existe uma negociação do proprietário do imóvel para o inquilino desembolsar o valor à vista evitando assim o risco de o morador deixar de pagar as parcelas seguintes.

Na Lello, 26% dos contratos incluem o seguro – finança. No começo do ano passado, a participação era de 23%. “Quem faz o seguro geralmente, não quer pedir favor para ninguém ou veio de longe e não tem uma pessoa próxima para ser fiador”, diz Roseli.
CONDIÇÕES

A contratação da garantia é feita por intermediação do corretor de seguros, que vai solicitar os documentos do interessado para passar por uma análise cadastral. O inquilino não pode ter o nome sujo e precisa comprovar renda.

O valor do seguro se refere ao prazo de um ano. Caso o contrato do aluguel seja de 30 meses, por exemplo, o gerente da Porto Seguro explica que a renovação do seguro é feita anualmente dentro de determinados prazos sem uma nova análise cadastral, mas com a necessidade de uma formalização.
OPÇÕES:

20,5 POR CENTO: É a participação do seguro – fiança no total de contratados.

31,5 POR CENTO: Dos contratos incluíram a caução como quantia em abril.

48 POR CENTO: Dos contratados utilizaram o fiador na transação, segundo o Secovi – SP.
GARANTIAS:

Seguro – fiança: o interessado no aluguel não precisa pedir favores a ninguém. A desvantagem é que o custo anual com o seguro pode até superar o valor de um mês de aluguel, se incluídas coberturas adicionais.
Fiador: é necessário encontrar alguém disposto a dar seu bem como garantia, além de ter uma renda três vezes maior que o valor do aluguel. A vantagem para quem aluga é que não há gastos adicionais.
Caução: o inquilino dá como garantia três meses de aluguel antecipados. O valor é depositado em uma poupança e no término do contrato é devolvido ao inquilino caso não haja nenhuma pendencia.
Cartão lançado pela Caixa ainda está em teste
Em dezembro de 2010, a Caixa Econômica Federal lançou o Cartão Aluguel Caixa, uma alternativa para quem não tem um fiador, não quer contratar um seguro – fiança ou fazer um depósito para garantir o aluguel do imóvel residencial. O produto segue como projeto – piloto e ainda não foi divulgado um balanço sobre a adesão ao produto.

O plástico só pode ser usado no aluguel de imóveis residenciais nas imobiliárias cadastradas para operar com o cartão.

A anuidade custa R$ 105,00 e pode ser dividida em 12 parcelas de R$ 8,75. Após aprovação do limite, o inquilino vai pagar nas faturas do cartão as parcelas mensais do aluguel, uma taxa mensal de 6,67% e mais a parcela da anuidade.